Para conversar com os voluntários, participe do grupo no Facebook

A Horta das Corujas está sempre aberta para voluntários e visitantes. Ela é cercada apenas para impedir a entrada de cachorros. O portão não tem tranca e pedimos que fique fechado (por causa dos cães). A organização do trabalho no dia-a-dia acontece por meio do nosso grupo de discussão no Facebook. Se você tem alguma dúvida ou quer participar, vai lá: https://www.facebook.com/groups/hortadascorujas/ jun 15 guga

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Fotos do Hugel-Mutirão

Sábado, 22/08/15, aconteceu um Hugel-Mutirão na Horta das Corujas.

Fotos dos trabalhos.

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Hugel-Mutirão da Horta das Corujas

Hugelkultur é uma técnica alemã de criação de canteiros (hügel = colina / kultur = cultura). É fazer uma lombadona com folhas de bananeira (ou papelão) na base para abafar a grama, em seguida colocar um monte de madeiras apodrecendo, cobrir com composto, palha e aí regar. O resultado é um canteiro que dá menos manutenção (a matéria orgânica e a madeira apodrecendo aportam umidade) e onde os nutrientes são liberados no solo aos poucos.

No mutirão vamos montar nossa hügel na área acima da composteira e plantar nela. Mudas são bem vindas. :-)

Lembrando que na praça não tem banheiro nem água para beber. Traga sua garrafinha.

Dia: Sábado, 22/08/2015
Hora: das 11h às 14h
Local: Horta das Corujas
Endereço: Av. das Corujas, s/n – perto da rua Páscoal Vita.

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Nascentes das Corujas: roda de conversa e mutirão

Toda a água usada para regar a Horta das Corujas vem de nascentes locais e foram os voluntários que instalaram as cacimbas. Mesmo durante o período mais seco pelo qual São Paulo já atravessou, a situação na horta é de abundância de água. E água limpa, de acordo com análise realizada pela Cetesb em 2013. Por não ser tratada, não é potável, mas tem ótima qualidade para regar hortaliças.

Cacimba
Durante o encontro+mutirão, vamos conversar sobre como fazer as nascentes urbanas renascerem e também colocar a mão na massa para criar canais de escoamento da água.

As cacimbas não necessitam de cobertura contra o mosquito da dengue pois têm peixes (guarus) que se alimentam de larvas. A Vigilância Sanitária fiscalizou a horta recentemente e nenhum foco de proliferação de mosquitos foi encontrado. Conversaremos sobre isso também.

Venha com roupas velhas, traga água de beber e, se puder, enxada. Contribuições para um lanche comunitário também são bem-vindas.

A horta fica na Praça das Corujas e o local não possui banheiro.

Quando: Sábado, 27/06/15, das 11h às 14h
Onde: Horta das Corujas, Praça Dolores Ibarrui

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Conheça 6 hortas comunitárias espalhadas por São Paulo

Ciclo Vivo, 27/04/15, por Márcia Sousa

As hortas comunitárias estão invadindo as cidades. Com muita disposição e vontade de “fazer a diferença”, muitas pessoas têm dedicado tempo e suor para colocar literalmente a mão na massa. O CicloVivo separou 6 iniciativas espalhadas pela cidade.

Horta da Vila Indiana

Localizada em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto, está a horta comunitária da Vila Indiana – bairro do Butantã, próximo à Cidade Universitária. Com extensão modesta, ela também é conhecida comoHortinha do Kiko”, em homenagem a um morador querido da região.

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta da Vila Indiana.


Fotos: Divulgação/Horta da Vila Indiana

Horta do Ciclista

Localizada na Praça do ciclista, na Avenida Paulista, entre as estações Consolação e Paulista, esta horta é uma intervenção do grupo “Hortelões Urbanos” para cultivo coletivo de alimentos que teve início em 2012.

Os mutirões para cuidar do espaços são realizados todo primeiro domingo do mês, a partir de meio dia. Quem quiser ajudar deve levar composto orgânico, folhas secas, pás, enxadas e mudas para plantio de pequeno ou médio porte. Devido ao espaço limitado, não são plantadas árvores na praça. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta do Ciclista.


Fotos: Divulgação/Wiki/Horta dos Ciclistas

Horta do Centro Cultural São Paulo

Ler um bom livro, assistir um filme e regar uma planta. Desde 2011 foi idealizada a horta, inicialmente a partir de mudas e materiais cedidos pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Hoje a área verde do espaço cultural é mantido por voluntários.

Os mutirões acontecem no último domingo de cada mês. Para quem mora próximo a região do Paraíso, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) está localizado na rua Vergueiro, em frente a estação de mesmo nome. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta CCSP.


Fotos: Facebook Horta CCSP

Horta da Fmusp

Em 2013, teve início a horta comunitária dentro da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Uma ação interessante que, de certa forma, mostra que a saúde também provém dos alimentos frescos, do contato com a terra e da expansão de áreas verdes nas metrópoles. Por meio da página Horta da Fmusp e do blog são atualizados todas as ações desenvolvidas no local.

Os mutirões de trabalhos acontecem às quintas após as 17h e sexta feira ao meio-dia. Então se estiver passando pelo hospital das Clínicas, que tal ir até lá para ajudar a cuidar dos alimentos frescos? A colheita é pública. A FMUSP está na Av. Dr. Arnaldo, bairro Cerqueira César. Para saber mais, acesse o Blog da Horta FMUSP.


Fotos: Blog da Horta da FMUSP

Horta das Corujas

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento.

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana. Todas as dicas para melhorar o trabalho também são compartilhadas, acompanhe o grupo pelo Facebook Hortas das Corujas.


Fotos: Facebook Horta das Corujas

Horta comunitária da saúde

Se alimentar-se bem é uma das chaves para ter uma boa saúde, esse grupo está no caminho certo – apesar do nome se referir ao bairro Saúde; onde a horta está localizada. Um grupo no Facebook foi criado para que os participantes possam compartilhar experiências e aprendizados  não só relacionado à horta como também a aos seguintes temas: meio ambiente, agricultura orgânica, agricultura urbana e periurbana e sustentabilidade.

Os mutirões acontecem no segundo domingo de cada mês, das 9h às 13h. Saiba mais na página do Grupo no Facebook.


Foto: Grupo Horta Comunitária da Saúde/Facebook

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Mutirão de Páscoa na Horta das Corujas

Vamos revitalizar canteiros, retirar mato, fazer “lasanha” de folhas e esterco na composteira, preencher os postinhos com areia (para evitar acúmulo de água – no momento estão com cobertura provisória), fazer escada de pneus facilitar o acesso à parte alta, plantar novas mudas e muito mais. Venha!

Se puder, traga ferramentas de jardinagem e mudas. Não esqueça da sua garrafinha com água para beber e de que a horta não tem banheiro.

Sábado, 4/4/15, das 11h às 14h

Vista da horta 2015-03

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Nem tudo são flores

O Estado de São Paulo, 28/03/2015, por Janaína Fidalgo

Elas se cansaram do terreno caidinho e nele fizeram uma horta-jardim. Mas alguns moradores não gostaram e querem pôr fim à ‘arbitrariedade’

Uma esquina com menos de 70 m² virou assunto essa semana na City Lapa, bairro na zona oeste paulistana projetado na década de 1920 pela Companhia City e conhecido pela profusão de áreas verdes – algumas das quais malcuidadas. Incomodadas com o acúmulo de entulho e a impossibilidade de andar pela calçada dominada pelo mato, duas moradoras se mobilizaram. Panfletaram nas residências do entorno, convidando os vizinhos a discutir alternativas para a área. No dia marcado, apareceram a dentista Ana Campana e a nutricionista Neide Rigo, colunista do Paladar – as mesmas moradoras que haviam convocado o encontro. Por conta própria, começaram a limpar o terreno dias depois e receberam a ajuda de vizinhas atentas à labuta solitária das duas. Passado um ano, a esquina hoje abriga uma horta colorida por flores de cosmo. Um “jardim de variedades” com cerca de cem espécies de plantas medicinais, alimentícias e ornamentais mantidas por 15 voluntários. Uma caixa de jataís (abelhas sem ferrão), uma cacimba para a rega e bancos de toco de árvore completam o modesto mobiliário.

City Lapa: melhoria para uns, atração de mendigos para outros
City Lapa: melhoria para uns, atração de mendigos para outros

Mas nem tudo são flores de cosmos na horta comunitária da City Lapa. Na última semana, os hortelões se surpreenderam ao ver metade da capa da publicação do bairro, o Jornal da Gente, uma foto com o texto: “Moradores usam área verde da Rua Barão de Itaúna e João Tibiriçá para plantio de chás e ervas. Nem a calçada escapou. O grupo plantou até no meio da calçada no momento em que se debate a mobilidade urbana”. A gota d’água foi o plantio de mudas de capim-santo em fissuras da calçada. “Substituímos um capim que não presta pra nada por um que é santo. Ao fazer isso, só explicitamos a falta de manutenção das calçadas”, diz Neide. “Havia um lugar degradado e a forma que encontramos de dar uma ocupação a ele foi essa, limpando e plantando.”

O post sobre o capim-santo da discórdia publicado no blog da nutricionista se espalhou pelas redes sociais e resultou numa carta de apoio assinada por integrantes do Hortelões Urbanos, grupo virtual com 14 mil membros. No documento, pedem uma política pública para as hortas urbanas de São Paulo. “Tem gente que acha horta algo feio, e mexer na terra, sujo. Acham que vai atrair mendigos. Querem que aquele espaço público seja só deles”, diz Thais Mauad, que redigiu o texto. Patologista do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, ela estuda o impacto da poluição nesses espaços.

“O que mostramos foi a irregularidade da calçada. Você tem que consultar o pessoal da associação, que não apoia [A HORTA]porque tem moradores desfavoráveis”, justifica Maria Isabel Coelho, editora do Jornal da Gente. Contudo, o presidente da Amocity, o advogado Jairo Glikson, afirma que a associação não quer se envolver. Prefere “ficar quieto e ver o que acontece”. “Não quero polarizar porque temos problemas maiores, como a Lei do Zoneamento e a ponte de Pirituba. A ideia da horta é muito boa, e a gente entende que o bairro precisa de mais árvores. Mas escutamos argumentos contra: a questão da contaminação do solo, de saber se o local é adequado para plantar comida; a alegação de que a horta foi feita de forma arbitrária, sendo que tem gente contra porque cria aglomeração – já teve banco no bairro inutilizado com óleo para evitar ladrões, que sentavam para olhar as casas que iam roubar, e de maconheiros, essas turmas complicadas – e se tem autorização de uso”, diz Glikson. A reportagem pediu nomes de moradores contrários, para que fossem ouvidos, mas [A HORTA]Glikson[/A HORTA] negou-se, para “não aumentar a polêmica”.

A desavença sobre as calçadas aparentemente será resolvida: “Vamos consertar nos próximos 30 dias”, promete o subprefeito da Lapa, José Antonio Varela Queija. Quanto à autorização de uso, Neide Rigo protocolou no órgão uma carta de intenção para celebrar um termo de cooperação. “A Prefeitura quer que os espaços sejam ocupados em parcerias. Toda cooperação é bem-vinda”, diz Queija.

A celeuma do caso City Lapa põe em evidência a necessidade de se estabelecer novos modelos de uso e convivência em espaços públicos. Situações semelhantes ocorreram em Brasília, onde uma horta virou motivo de briga, e na própria cidade de São Paulo. Voluntária na Horta das Corujas, na Vila Madalena, a jornalista Claudia Visoni já foi chamada de porca por mexer na terra. Ouviu também que “se morava em Pinheiros, tinha dinheiro para ir ao mercado e não precisava plantar ali”. “Somos vistos como exóticos, um pessoal engraçado. Vivemos um momento de inflexão cultural. A gente vem de décadas de reclusão em que o espaço público era apenas um lugar para passar o mais rápido possível. O que propomos é ressignificar o que é espaço público.”

Para o professor de psicologia ambiental do Instituto de Psicologia da USP Gustavo Martineli Massola, “existem pessoas que têm como ideal de beleza urbana a diminuição das áreas verdes. E o território da cidade foi, historicamente, loteado de maneira desigual, norteado pela especulação imobiliária. A relação com a terra sempre foi voltada à manutenção do poder, do status, do dinheiro. Grupos como o dos hortelões invertem essa lógica, e isso incomoda”, diz.

Outra entusiasta da recente onda de apropriação dos espaços públicos pela população, é a urbanista e professora da FAU-USP Raquel Rolnik. Ela lembra o abandono dos espaços coletivos nos anos 1990, quando proliferou o modelo de shoppings centers, condomínios e áreas de lazer fechadas. “Essa retomada é a coisa mais importante que aconteceu em São Paulo nas últimas décadas. E ela não está só na apropriação dos lugares públicos, nas hortas e blocos de carnaval. Está também na luta pelos transportes não motorizados, na diminuição do espaço dos carros, no aumento da oferta de espaços para o cidadão. A questão que se coloca agora é como lidar com essa potência de criação e manter espaços democráticos para a decisão sobre o destino de um lugar.”

Leia mais:

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Jornal da GenteGrupo de moradores quer adotar a área da horta

 

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