Conheça 6 hortas comunitárias espalhadas por São Paulo

Ciclo Vivo, 27/04/15, por Márcia Sousa

As hortas comunitárias estão invadindo as cidades. Com muita disposição e vontade de “fazer a diferença”, muitas pessoas têm dedicado tempo e suor para colocar literalmente a mão na massa. O CicloVivo separou 6 iniciativas espalhadas pela cidade.

Horta da Vila Indiana

Localizada em uma praça entre as ruas Souza Reis e Corinto, está a horta comunitária da Vila Indiana – bairro do Butantã, próximo à Cidade Universitária. Com extensão modesta, ela também é conhecida comoHortinha do Kiko”, em homenagem a um morador querido da região.

A horta é aberta a todos que quiserem cuidar e colher hortaliças, temperos, pimentas. Todo domingo de manhã os moradores se encontram para compartilhar vivências e fazer a manutenção do trabalho. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta da Vila Indiana.


Fotos: Divulgação/Horta da Vila Indiana

Horta do Ciclista

Localizada na Praça do ciclista, na Avenida Paulista, entre as estações Consolação e Paulista, esta horta é uma intervenção do grupo “Hortelões Urbanos” para cultivo coletivo de alimentos que teve início em 2012.

Os mutirões para cuidar do espaços são realizados todo primeiro domingo do mês, a partir de meio dia. Quem quiser ajudar deve levar composto orgânico, folhas secas, pás, enxadas e mudas para plantio de pequeno ou médio porte. Devido ao espaço limitado, não são plantadas árvores na praça. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta do Ciclista.


Fotos: Divulgação/Wiki/Horta dos Ciclistas

Horta do Centro Cultural São Paulo

Ler um bom livro, assistir um filme e regar uma planta. Desde 2011 foi idealizada a horta, inicialmente a partir de mudas e materiais cedidos pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Hoje a área verde do espaço cultural é mantido por voluntários.

Os mutirões acontecem no último domingo de cada mês. Para quem mora próximo a região do Paraíso, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) está localizado na rua Vergueiro, em frente a estação de mesmo nome. Para saber mais, entre no grupo do Facebook Horta CCSP.


Fotos: Facebook Horta CCSP

Horta da Fmusp

Em 2013, teve início a horta comunitária dentro da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Uma ação interessante que, de certa forma, mostra que a saúde também provém dos alimentos frescos, do contato com a terra e da expansão de áreas verdes nas metrópoles. Por meio da página Horta da Fmusp e do blog são atualizados todas as ações desenvolvidas no local.

Os mutirões de trabalhos acontecem às quintas após as 17h e sexta feira ao meio-dia. Então se estiver passando pelo hospital das Clínicas, que tal ir até lá para ajudar a cuidar dos alimentos frescos? A colheita é pública. A FMUSP está na Av. Dr. Arnaldo, bairro Cerqueira César. Para saber mais, acesse o Blog da Horta FMUSP.


Fotos: Blog da Horta da FMUSP

Horta das Corujas

Uma das hortas mais conhecidas em São Paulo é localizada na Praça das Corujas em frente à Avenida das Corujas, esquina com a rua Paschoal Vita, no bairro Vila Beatriz. O local já foi palco até de festa de casamento.

O grupo se articula principalmente nas redes sociais, sempre trocando informações sobre o que fizeram e o que preciso ser feito na horta. As regas são realizadas por escala, ao menos duas pessoas ficam responsáveis por cada dia da semana. Todas as dicas para melhorar o trabalho também são compartilhadas, acompanhe o grupo pelo Facebook Hortas das Corujas.


Fotos: Facebook Horta das Corujas

Horta comunitária da saúde

Se alimentar-se bem é uma das chaves para ter uma boa saúde, esse grupo está no caminho certo – apesar do nome se referir ao bairro Saúde; onde a horta está localizada. Um grupo no Facebook foi criado para que os participantes possam compartilhar experiências e aprendizados  não só relacionado à horta como também a aos seguintes temas: meio ambiente, agricultura orgânica, agricultura urbana e periurbana e sustentabilidade.

Os mutirões acontecem no segundo domingo de cada mês, das 9h às 13h. Saiba mais na página do Grupo no Facebook.


Foto: Grupo Horta Comunitária da Saúde/Facebook

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Mutirão de Páscoa na Horta das Corujas

Vamos revitalizar canteiros, retirar mato, fazer “lasanha” de folhas e esterco na composteira, preencher os postinhos com areia (para evitar acúmulo de água – no momento estão com cobertura provisória), fazer escada de pneus facilitar o acesso à parte alta, plantar novas mudas e muito mais. Venha!

Se puder, traga ferramentas de jardinagem e mudas. Não esqueça da sua garrafinha com água para beber e de que a horta não tem banheiro.

Sábado, 4/4/15, das 11h às 14h

Vista da horta 2015-03

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Nem tudo são flores

O Estado de São Paulo, 28/03/2015, por Janaína Fidalgo

Elas se cansaram do terreno caidinho e nele fizeram uma horta-jardim. Mas alguns moradores não gostaram e querem pôr fim à ‘arbitrariedade’

Uma esquina com menos de 70 m² virou assunto essa semana na City Lapa, bairro na zona oeste paulistana projetado na década de 1920 pela Companhia City e conhecido pela profusão de áreas verdes – algumas das quais malcuidadas. Incomodadas com o acúmulo de entulho e a impossibilidade de andar pela calçada dominada pelo mato, duas moradoras se mobilizaram. Panfletaram nas residências do entorno, convidando os vizinhos a discutir alternativas para a área. No dia marcado, apareceram a dentista Ana Campana e a nutricionista Neide Rigo, colunista do Paladar – as mesmas moradoras que haviam convocado o encontro. Por conta própria, começaram a limpar o terreno dias depois e receberam a ajuda de vizinhas atentas à labuta solitária das duas. Passado um ano, a esquina hoje abriga uma horta colorida por flores de cosmo. Um “jardim de variedades” com cerca de cem espécies de plantas medicinais, alimentícias e ornamentais mantidas por 15 voluntários. Uma caixa de jataís (abelhas sem ferrão), uma cacimba para a rega e bancos de toco de árvore completam o modesto mobiliário.

City Lapa: melhoria para uns, atração de mendigos para outros
City Lapa: melhoria para uns, atração de mendigos para outros

Mas nem tudo são flores de cosmos na horta comunitária da City Lapa. Na última semana, os hortelões se surpreenderam ao ver metade da capa da publicação do bairro, o Jornal da Gente, uma foto com o texto: “Moradores usam área verde da Rua Barão de Itaúna e João Tibiriçá para plantio de chás e ervas. Nem a calçada escapou. O grupo plantou até no meio da calçada no momento em que se debate a mobilidade urbana”. A gota d’água foi o plantio de mudas de capim-santo em fissuras da calçada. “Substituímos um capim que não presta pra nada por um que é santo. Ao fazer isso, só explicitamos a falta de manutenção das calçadas”, diz Neide. “Havia um lugar degradado e a forma que encontramos de dar uma ocupação a ele foi essa, limpando e plantando.”

O post sobre o capim-santo da discórdia publicado no blog da nutricionista se espalhou pelas redes sociais e resultou numa carta de apoio assinada por integrantes do Hortelões Urbanos, grupo virtual com 14 mil membros. No documento, pedem uma política pública para as hortas urbanas de São Paulo. “Tem gente que acha horta algo feio, e mexer na terra, sujo. Acham que vai atrair mendigos. Querem que aquele espaço público seja só deles”, diz Thais Mauad, que redigiu o texto. Patologista do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, ela estuda o impacto da poluição nesses espaços.

“O que mostramos foi a irregularidade da calçada. Você tem que consultar o pessoal da associação, que não apoia [A HORTA]porque tem moradores desfavoráveis”, justifica Maria Isabel Coelho, editora do Jornal da Gente. Contudo, o presidente da Amocity, o advogado Jairo Glikson, afirma que a associação não quer se envolver. Prefere “ficar quieto e ver o que acontece”. “Não quero polarizar porque temos problemas maiores, como a Lei do Zoneamento e a ponte de Pirituba. A ideia da horta é muito boa, e a gente entende que o bairro precisa de mais árvores. Mas escutamos argumentos contra: a questão da contaminação do solo, de saber se o local é adequado para plantar comida; a alegação de que a horta foi feita de forma arbitrária, sendo que tem gente contra porque cria aglomeração – já teve banco no bairro inutilizado com óleo para evitar ladrões, que sentavam para olhar as casas que iam roubar, e de maconheiros, essas turmas complicadas – e se tem autorização de uso”, diz Glikson. A reportagem pediu nomes de moradores contrários, para que fossem ouvidos, mas [A HORTA]Glikson[/A HORTA] negou-se, para “não aumentar a polêmica”.

A desavença sobre as calçadas aparentemente será resolvida: “Vamos consertar nos próximos 30 dias”, promete o subprefeito da Lapa, José Antonio Varela Queija. Quanto à autorização de uso, Neide Rigo protocolou no órgão uma carta de intenção para celebrar um termo de cooperação. “A Prefeitura quer que os espaços sejam ocupados em parcerias. Toda cooperação é bem-vinda”, diz Queija.

A celeuma do caso City Lapa põe em evidência a necessidade de se estabelecer novos modelos de uso e convivência em espaços públicos. Situações semelhantes ocorreram em Brasília, onde uma horta virou motivo de briga, e na própria cidade de São Paulo. Voluntária na Horta das Corujas, na Vila Madalena, a jornalista Claudia Visoni já foi chamada de porca por mexer na terra. Ouviu também que “se morava em Pinheiros, tinha dinheiro para ir ao mercado e não precisava plantar ali”. “Somos vistos como exóticos, um pessoal engraçado. Vivemos um momento de inflexão cultural. A gente vem de décadas de reclusão em que o espaço público era apenas um lugar para passar o mais rápido possível. O que propomos é ressignificar o que é espaço público.”

Para o professor de psicologia ambiental do Instituto de Psicologia da USP Gustavo Martineli Massola, “existem pessoas que têm como ideal de beleza urbana a diminuição das áreas verdes. E o território da cidade foi, historicamente, loteado de maneira desigual, norteado pela especulação imobiliária. A relação com a terra sempre foi voltada à manutenção do poder, do status, do dinheiro. Grupos como o dos hortelões invertem essa lógica, e isso incomoda”, diz.

Outra entusiasta da recente onda de apropriação dos espaços públicos pela população, é a urbanista e professora da FAU-USP Raquel Rolnik. Ela lembra o abandono dos espaços coletivos nos anos 1990, quando proliferou o modelo de shoppings centers, condomínios e áreas de lazer fechadas. “Essa retomada é a coisa mais importante que aconteceu em São Paulo nas últimas décadas. E ela não está só na apropriação dos lugares públicos, nas hortas e blocos de carnaval. Está também na luta pelos transportes não motorizados, na diminuição do espaço dos carros, no aumento da oferta de espaços para o cidadão. A questão que se coloca agora é como lidar com essa potência de criação e manter espaços democráticos para a decisão sobre o destino de um lugar.”

Leia mais:

UOLBurocracia e discórdia ameaçam horta comunitária na zona oeste de SP

Jornal da GenteGrupo de moradores quer adotar a área da horta

 

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As águas de São Paulo – Projeto Rios e Ruas

Passando pelo córrego e a horta das Corujas…

TV Mundo Maior, 22/03/2015

O projeto Rios e Ruas, idealizado pelo arquiteto José Bueno e o geógrafo Luiz de Campos Jr, tem como objetivo redescobrir os “rios invisíveis” da cidade de São Paulo tamponados pela construção civil e mudar a relação da população urbana com a natureza. Apesar de muitos só conhecerem os rios Tietê e Pinheiros, a prefeitura da capital tem cadastrados mais de 300 rios que continuam vivos e correndo mesmo com a urbanização. Confira esta belíssima iniciativa!

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Defensor das abelhas resgata espécies sem ferrão

A Horta das Corujas (onde foi gravada a reportagem) está se tornando um santuário de abelhas sem ferrão, as nativas do Brasil. Contam-se mais de 300 espécies brasileiras, fundamentais para o equilíbrio de nosso ecossistema.

Mas elas estão ameaçadas pela derrubada das matas e pelos agrotóxicos. Já temos na Horta habitantes de três colmeias colocadas lá pelo pessoal do SOS Resgate de Abelhas Sem Ferrão e muitas outras que aparecem por conta própria. E plantamos cada vez mais flores, para garantir que vivam felizes e se multipliquem.

Enquanto a humanidade não desiste dessa ideia de jogar veneno na comida, vamos preservando espécies importantes para a polinização dentro da cidade. Nunca extermine uma colmeia. Se você não quer ou não pode preservá-la, chame o pessoal do SOS. Eles fazem o “resgate” da colmeia e a levam para um local onde possam se reaclimatar e desenvolver.

Parabéns Gerson Pinheiro, Flávio Yamamoto, Celso Barbiéri e todos os abelhudos do mundo! Emoticon smile

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Os ‘heróis anônimos’ da natureza de SP

O Estado de São Paulo, 08/03/2015, por Edison Veiga e Tiago Queiroz

São Paulo poderia ser menos árida. A cidade também tem espaço para árvores, pássaros, flores, frutas, abelhas, hortinhas. E, com mais natureza, os paulistanos ganham qualidade de vida. Nisto muitos acreditam, é claro. Mas alguns cidadãos, mais do que acreditar, têm arregaçado as mangas para transformar o cinza em verde, o concreto em árvore.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

É o caso do advogado Danilo Bifone (foto acima), de 39 anos, que espalha árvores pela cidade de uma forma “quase subversiva” há duas décadas. “No total, acho que já foram umas 15 mil mudas”, estima. “No começo, eu via um imóvel vazio e armava a operação: ia de noite e plantava.”

Depois ele descobriu que não há nada que proíba que uma pessoa plante uma árvore em espaço público – desde que sejam respeitadas algumas normas previstas em cartilha da Prefeitura, como espaço mínimo de mobiliário urbano. Há dois anos, Bifone decidiu organizar sua ação. Criou o grupo Muda Mooca.

“Identificamos um espaço propício para o plantio, aí vamos conversar com os moradores, tentar integrar a vizinhança. É importante que eles abracem a causa, adotem e cuidem da árvore”, conta. De acordo com o advogado, jamais o custo do plantio é cobrado do morador. O valor de uma muda de árvore varia de R$ 30 a R$ 1 mil, conforme espécie e tamanho. “Viabilizamos com doações ou, às vezes, até conseguimos mudas da Prefeitura”, explica Bifone, que sonha espalhar a iniciativa por outros bairros de São Paulo. “Apesar do nome do grupo, já plantamos em outras regiões que não a Mooca”, diz.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

“Reflorestar São Paulo” é a pretensão do grupo #boraplantar. Mas não exatamente os espaços livres das calçadas. “Queremos recriar as matas ciliares das regiões de mananciais. Focamos onde tem água”, explica uma das integrantes do grupo, a jornalista Carol Ramos, de 36 anos. Em dezembro, eles realizaram o primeiro plantio – 300 mudas na região de Parelheiros, extremo sul do município. De lá para cá, outras ações do tipo vêm sendo realizadas, sempre em áreas de proteção ambiental.

Já a obsessão do engenheiro Johan Dalgas Frisch, de 85 anos, são as aves. Ainda criança, ele tinha o hábito de passar as folgas escolares percorrendo as matas do Morumbi e brincando na várzea do então limpo Rio Pinheiros. Aos 7 anos, encontrou uma juruviara machucada e mostrou ao pai, o engenheiro e desenhista Svend Frisch. O pássaro acabou morrendo, contudo foi eternizado em um desenho de Svend.

Mas foi nos anos 1960 que ele percebeu que o que andava espantando os pássaros de São Paulo era a falta de “restaurante”, como ele costuma se referir às árvores frutíferas. Na época, conforme ele levantou, apenas seis espécies de aves podiam ser vistas na cidade – nos anos 1930, eram 200. Com o apoio de estrelas como Hebe Camargo e Vicente Leporace, os paulistanos voltaram a valorizar as boas árvores para os passarinhos. Frisch estima que, de lá para cá, o número de espécies que podem ser observadas na cidade saltou para 100.

Para dar exemplo – e também ganhar a convivência diária das aves –, o engenheiro colocou a mão na massa. Nas últimas décadas, encheu a Praça Uirapuru, em frente ao seu escritório, no Morumbi, de plantas que atraem pássaros. “Quer atrair juruviara? Plante guaçatonga. Fogo-apagou gosta de crindiúva, saí-andorinha vem quando tem magnólia-amarela, gaturamo é atraído pela calabura e assim por diante. Aí eu fui plantando essas mudas por aqui”, enumera. “E tem mais: uma macaíba por atrair até 70 espécies de aves, uma caneleira, mais de 40.”

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

Também há os que defendem um retorno às origens, ao tempo em que todo mundo tinha uma hortinha no fundo do quintal – e havia muita interação com a vizinhança para trocar uma cebolinha por um tomate. Na Praça das Corujas, entre as vilas Beatriz e Madalena, um grupo começou um projeto comunitário em 2012. Que segue dando frutos, em todos os sentidos, até hoje. “Éramos vários que plantávamos em casa. Aí pensamos: por que não uma horta em espaço público?”, comenta a tradutora Joana Canedo, 42 anos, uma das integrantes. “Não tem regra: quem quiser, planta; quem quiser, colhe; quem quiser, planta e colhe”, conta ela.

A ideia deu tão certo que até a hortinha da casa da Joana, nos Altos de Pinheiros, também se tornou “pública”. “Inicialmente era no meu jardim, mas agora fica na calçada em frente à minha casa. Aberta a quem quiser”, diz.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

Abelhas. Nos últimos anos, a preocupação com uma possível extinção das abelhas tem tirado o sono de ambientalistas. Isto porque elas cumprem um papel fundamental à vida na Terra, por serem polinizadoras. Designer e gestor ambiental, Flávio Amaral Yamamoto, de 33 anos, herdou do pai, apicultor em Cotia, o trato com as abelhas – mas incorporou ao ofício, para ele um hobby, o ofício preservacionista.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

Criou no Facebook o S.O.S. Resgate de Abelhas Sem Ferrão, uma corrente de doações de enxames dessas espécies de abelhas – estima-se que existam mais de 300 do tipo no Brasil. “Fazemos os resgates dos enxames e ajudamos as pessoas a construir meliponários. Em casa tenho 12”, conta ele. “Não mexo, não retiro o mel, não faço nada. Apenas quero que elas vivam, que os enxames fiquem fortes.”

Ele diz que muitas vezes é chamado para retirar um enxame – em um muro, em um oco de árvore – porque as pessoas costumam ter medo das abelhas. “Mas aí eu explico a importância e elas acabam se convencendo que não há mal nenhum em cuidar. Ou seja: em 80% dos casos, não retiro o enxame; ensino a cuidar”, relata.

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

O técnico de sistemas do Metrô, Eloy Ferreira de Meneses (foto acima), 56 anos, não se restringe às abelhas sem ferrão. Ele aprendeu a tirar enxames ainda criança, aos 9 anos, quando vivia no Paraná. Em São Paulo, acaba sendo requisitado por vizinhos e conhecidos para retirar algum, quando aparece – e, mesmo no Metrô, já fez esse tipo de serviço, sempre de forma voluntária. “Tiro com cuidado, para que o enxame não se perca, porque sei da importância desses bichos. O que não gosto de saber é que tem gente que, por medo, acaba matando as abelhas, que são importantíssimas para a natureza”, comenta.

Ele conta que costuma cuidar do enxame em sua casa, no bairro de Americanópolis, até conseguir levar para um sítio que tem no interior do Estado. “Já cheguei a ter dez enxames em casa”, afirma. “Em outros casos, acabo soltando o enxame no Parque do Estado, que fica aqui perto de casa.”

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Abelhas e música na Horta das Corujas

Março de 2015

Abelhas e música - 2015-03-14

No sábado dia 14 de março a Horta das Corujas terá uma programação muito especial.

Às 14hs Flavio Yamamoto vai apresentar o projeto SOS Abelhas Sem Ferrão, as três colmeias que estão no meliponário da horta e dar uma aula sobre as abelhas indígenas brasileiras e como podemos protegê-las.

Em seguida, a cantora Laura Wrona, que é frequentadora da horta, fará um pocket show bem pertinho dos nosso canteiros. Venha!

Para saber mais
SOS Resgate Abelhas Sem Ferrão
Laura Wrona

Quando: Sábado, 14/03/15, das 14h às 17h
Onde: Horta das Corujas – Av. das Corujas, s/n, na esquina com a rua Pascoal Vita

 

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