Hortas urbanas se multiplicam e permitem esverdear a metrópole

Natureza em Megacidades, 18/01/2013

O prédio azul espelhado tem 25 andares e espalha-se de ponta a ponta entre as ruas Bela Cintra e Haddock Lobo, cobrindo inteiramente o horizonte de quem caminha pela Avenida Paulista. A desproporção de um dos maiores edifícios da mais movimentada avenida de São Paulo não impede o pedestre de reparar, à altura do chão, na incrível horta que germinou sobre o túnel da Avenida Rebouças. Abóbora, manjericão, cenoura e tomate… a oposição entre natureza e cidade vai ganhando espaço no cotidiano da metrópole paulistana.
Há 9 anos, o vendedor de incensos Gilvan Ribeiro Xavier semeou ali uma amoreira e dois pés de romã, que hoje dividem espaço com as hortaliças, e são observadas e defendidas de perto pelo vendedor. Como um guardião da nova horta, localizada na chamada Praça do Ciclista, Gilvan molha as plantas, avisa os skatistas do risco de danificarem as mudas, e planta novas sementes. “Fico de olho, há muita gente com estudo e boa condição social, mas que não sabe cuidar do verde”, diz.
A ideia é ampliar a rede de agricultura urbana que vem surgindo e se fortalecendo, tendo os próximos encontros já programados: mutirão na Horta das Corujas dia 20 de janeiro às 10h, mutirão na Horta da Pompeia no mesmo dia e horário, e Pic-Nic de Trocas de Sementes e Mudas no Parque da Luz dia 3 de fevereiro às 10h.
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