Horta das Corujas vira laboratório de sustentabilidade

Gazeta de Pinheiros, 23/01/2013

Diego Gouvêa / Colaborou Felipe Ramos

“A sociedade precisa entender o uso do espaço público”, enfatiza a moradora da Vila Beatriz Madalena Buzzo, durante entrevista concedida à Gazeta de Pinheiros – Grupo 1 de Jornais. Elaé conselheira do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) de Pinheiros e desenvolve ações de cidadania e consciência ambiental na Horta das Corujas, localizada na Praça Dolores Ibarruri, conhecida pelos moradores do bairro como Praça das Corujas. Um dos recentes trabalhos que Madalena coordena no espaço é o de compostagem, que visa a utilização de restos de alimentos processados como fertilizantes orgânicos.

A iniciativa começou quando o gerente de Operações do Shopping Eldorado, Sérgio Nagai, elaborou o projeto de compostagem no centro comercial, apostando todas as fichas na sustentabilidade. Há sete meses a horta localizada no topo do Eldorado mostra resultados: berinjela, quiabo, pimentão, tomate, alface, manjericão e hortelã.

O plantio ajudou a modificar o visual do telhado, repleto de gigantes máquinas de ar- condicionado, tubos de água e antenas. O aroma da horta se espalha pelo local, sem nenhum impedimento, abafando o odor do vizinho Rio Pinheiros. Segundo Madalena Buzzo, se o processo aplicado no shopping fosse ampliado para outras regiões da cidade “acabaria com os aterros sanitários no futuro”.

Compostagem

Compostagem é um processo químico de decomposição de resíduos orgânicos, transformando restos de alimentos em material a ser utilizado em hortas, como a da Vila Beatriz. Os engenheiros agrônomos Rui e Cristina Signorini comandam o trabalho no Eldorado.

Eles explicam que o processo é necessário para as grandes cidades e esclarecem que a iniciativa no shopping é novidade no Brasil. Rui diz que em São Paulo há muitos telhados ecológicos, porém nenhum tão grandioso com o que ambiciona ter já em 2013.

A Praça das Corujas recebe do Eldorado cerca de 200 kg do composto que são diariamente divididos em 12 sacos de 18 kg a 20 kg cada. Madalena conta que busca o material no centro comercial quase que diariamente. “O cheio é cítrico devido às cascas de laranja, é bem forte, a gente tem de andar com as quatro janelas do carro abertas para arejar”. Além do produto fornecido pelo shopping, a Praça das Corujas reaproveita a as folhas das árvores, que também são utilizadas como adubo.

Inclusão Social

Próxima da Praça das Corujas, a Escola Municipal Olavo Pezzotti pretende incluir no currículo dos estudantes algumas aulas de Geografia, Artes e Ciências ao ar livre em contato com a horta. “A maioria das crianças que estuda na escola não são do bairro, elas podem levar a conscientização de como querem que os espaços públicos, as praças, sejam utilizados perto das casas deles”, afirma Madalena.

Grupo1 Imagens

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