De grão em grão

Bem +, março/abril, por Maria Clara Vergueiro

HORTA PÚBLICA

Em julho de 2012 a Praça das Corujas, na Vila Beatriz, zona oeste da capital paulista, recebeu mais de 25 pessoas com o desejo de usar parte aquele espaço público para plantar alimentos que todos pudessem consumir. A iniciativa partiu de integrantes dos Hortelões Urbanos, comunidade virtual que se articulou no Facebook para trocar ideias sobre hortas privadas ou comunitárias. A jornalista e agricultora urbana Claudia Visoni é uma das militantes mais engajadas e tem feito do seu amor pelas hortas uma bandeira a ser levantada. “Produzir comida é uma estratégia de vida mais sustentável, combate o enorme problema da fome no mundo e ainda é uma atividade prazerosa e desestressante”, recomenda Claudia, que em outubro ajudou a inaugurar mais um espaço público de cultivo de alimentos, em plena Avenida Paulista, na Praça do Ciclista. Segundo ela, o bom senso costuma imperar e as pessoas colhem modestamente, respeitando a comunidade e o direito de todos de desfrutarem da produção coletiva. “É para ser de todo mundo mesmo, não existe nenhum controle e não há depredação das áreas”, conta.

Para formalizar a iniciativa espontânea dos Hortelões, Claudia e seus amigos contaram com a ajuda de Madalena Buzzo. Vizinha da praça e grande incentiva-dora da sua conservação, é conselheira do Conselho Regional do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Pinheiros (Cades-PI) e fez a ponte necessária com o poder público. O subprefeito não apenas liberou o cultivo naquela área da praça como vibrou com a ideia. Os hortelões das Corujas conseguiram ainda cavar uma cacimba e mandar a água da nascente que brota nos charcos da praça para análise da Sabesp. A água foi atestada como boa para a rega e hoje é aproveitada no cuidado com os mais de 40 tipos de alimentos plantados ali. O desejo dessa turma é transformar a horta comunitária em política pública, que integre outros espaços e comunidades. Três escolas da região, duas particulares e uma estadual, já desenvolvem projetos na Horta das Corujas, com crianças e adolescentes de 4 a 12 anos.

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