Hortelões Urbanos

Lugarzinho, 2/4/2013, por Karina Del Monte

Que tal produzir “alimento orgânico, fresco e maravilhoso” em sua própria casa ou numa praça do seu bairro, podendo se relacionar com outras pessoas de uma maneira saudável, fazendo uma coisa que é muito boa para você, para a cidade e para o planeta?

Foto: Lugarzinho.com.br

Assim, de cara, essa idéia, alegremente defendida pela jornalista paulistana Claudia Visoni, pode parecer um pouco estranha, especialmente para quem nasce e é criado em grandes centros urbanos como São Paulo, mas tem sido justamente nessa metrópole que um grupo de pessoas das mais diversas profissões se animou a cultivar nada menos do que hortas.

Claudia, que se achava a pessoa mais urbana do mundo, num belo dia utilizou o jardim de sua casa para plantar algumas folhas e ervas e imediatamente se encantou pelo mundo da agricultura urbana. Passou a pesquisar a respeito, a participar de cursos, tão grande era a vontade de saber para onde mais a levaria aquilo que, a cada dia, não lhe parecia mais apenas hobby. Com outra jornalista, Tatiana Achcar, formaram na web o grupo Hortelões Urbanos para promoverem a troca de informações entre interessados no cultivo de alimentos em casa.

Com uma proposta descomplicada, mas convincente, e um engajamento ativo para fazer com que ela vingasse e conquistasse corações e mentes de mais e mais pessoas, em pouco tempo o movimento das jornalistas já contava com milhares de participantes.

os encontros virtuais nasceu o desejo de transportarem a experiência para o “mundo real”, e foi assim que a primeira horta urbana dos Hortelões teve o seu espaço na cidade: a Horta das Corujas, na Vila Madalena.

Para que essa horta comunitária pudesse existir, foi necessária disposição e mão na massa de muitos voluntários, não apenas para plantar as sementes, mas para que o espaço de plantio fosse delimitado, a rega das hortaliças estivesse garantida, e também a colocação de arame para separar a horta do espaço de passagem de pessoas, seus cachorros e suas bicicletas fosse feito direitinho.

Ali, coube ao poder público autorizar o uso da praça e colaborar com materiais e com o apoio técnico de alguns agrônomos, mas quem cuida mesmo do crescimento da horta é a própria população.

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