Hortas urbanas fecham o ciclo de nutrientes com resíduos orgânicos produzidos nas próprias cidades

Revista Sustentabilidade, 22/04/2013, por Alexandre Fernandes

A ideia de produzir alimentos nas próprias cidades começa a fazer sentido e se torna uma nova onda em cidades como Nova Iorque, Montreal, Zurique e São Paulo. Motivos? A agricultura urbana reduz drasticamente a necessidade de agrotóxicos e de transporte e sua produtividade é superior do que no campo. Mas a agricultura urbana demanda fertilizantes para ter sucesso e ser produtiva, e de onde virão estes nutrientes? Terão de ser transportados por quilômetros do campo até a cidade?

Cradle to Cradle (do berço ao berço) é um conceito inspirado na natureza, onde não existe a ideia de lixo: tudo é nutriente para um novo ciclo processo, e assim “Resíduos=Nutrientes”. Se a cidade é rica em produção de resíduos biológicos, (segundo dados da ABRELPE cerca de 54% dos resíduos das cidades brasileiras é lixo orgânico) talvez a agricultura urbana possa ser a chave para impulsionar a transformação destes resíduos em fertilizantes e assim criar um fluxo “do berço ao berço” na produção de alimentos pelas cidades.

Segundo a FAO/ONU devemos criar uma “sociedade recicladora” (http://www.fao.org/nr/water/art/2011/flash/recyclingsociety_fr/index.html) que mantém as águas em um ciclo fechado retirando os nutrientes necessários para uma agricultura urbana que alimentaria a demanda por comida das próprias cidades com produção local.

Nas próximas décadas a população mundial se concentrará principalmente nos centros urbanos (80% da população mundial viverá nas cidades até 2030), diante disso é inevitável nos questionarmos sobre as limitações do modelo de agricultura moderna. A agricultura moderna é responsável por 70% do consumo mundial de água (devolvida a natureza envenenada por pesticidas), 37% do uso da terra e 20% das emissões de gases de efeito estufa.

Estudos da Revista Ibero-americana de Economia Ecológica mostram que a agricultura moderna é responsável pelo uso criminoso de defensivos agrícolas que contaminam as águas superficiais e subterrâneas. O uso de corretivos químicos e a ação dos metais pesados no solo causam problemas como o câncer e alterações nas células nervosas, com graves consequências ao meio ambiente e à saúde humana

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