Hortas urbanas incentivam crianças a comerem bem

Disney Babble, 19/11/2013

Na era do junk food, é cada vez mais difícil controlar a alimentação das crianças – principalmente quando o assunto é comer salada e legumes. Para introduzir estes itens no cardápio do seu filho é preciso, além de ter uma boa conversa, utilizar a criatividade para que ele entenda a importância dos alimentos. E a solução pode estar bem ao lado da sua casa.

Em meio aos arranha-céus das grandes cidades, as hortas urbanas aparecem como uma alternativa para famílias que querem ter um contato maior com a natureza e com o que se come. Uma experiência que pode ser valiosa para as crianças.

“Elas acompanham a transformação da plantinha em comida. Isso gera uma curiosidade, uma vontade de experimentar”, explica Madalena Buzzo, uma das idealizadoras da Horta das Corujas, em São Paulo.

O projeto, que foi implantado na Praça das Corujas, na Vila Beatriz, é um dos bons exemplos de plantação urbana na capital paulista. Mantida por voluntários há mais de 1 ano, o espaço de 800 m² tem cerca de 80 espécies de hortaliças e recebe mais de 100 visitantes por final de semana. E qualquer um pode entrar e pegar o que quiser para a sua salada. “É um espaço que atrai pessoas de todas as idades. Trabalhar com a terra é sempre um aprendizado e uma ótima terapia”, conta Madalena.

A fotógrafa Luciana Cristhovam mora na região onde fica a horta e aproveita o espaço com os filhos, Sofia, de 6 anos, e Theo, de 2. “É como o quintal de casa. Eles adoram ir até lá para procurar os ingredientes para o nosso suco natural”, conta.

Incentivar as crianças a tocar, cheirar e até sentir o gosto de cada coisa é o primeiro passo para aproximá-las de uma vida mais saudável. “A alimentação deles melhorou muito, assim como o interesse pelo meio ambiente. Eles já entendem que, para poder colher, precisam cuidar das plantinhas”, diz Luciana.

Em Curitiba, uma iniciativa parecida também se propõe a conscientizar moradores da região de Vitória Régia. Com o apoio da Prefeitura, um terreno ocioso foi transformado em uma grande plantação que, hoje, é mantida por 140 famílias. “Há 9 anos, era uma área abandonada e tinha gente que aproveitava para jogar lixo por ali. Agora, a paisagem é outra: cheia de canteiros verdes”, lembra Vanilde Tiburcio de Souza, presidente da Associação de Moradores e coordenadora da horta.

O espaço é destinado, principalmente, a pessoas carentes da comunidade, que ganham um pedaço de terra para tirar o seu próprio sustento. Para participar, os moradores fazem um cadastro junto à associação. “É um projeto social que deu certo e que tem muita procura. A horta é o nosso tesouro natural”, diz Vanilde.

Na Horta das Corujas, verduras para quem quiser

Além de melhorar o cuidado com a terra, a plantação também trouxe a solidariedade para o bairro. Depois da colheita, os agricultores urbanos trocam variedades entre si e, também, fazem doações das verduras para albergues que cuidam de pessoas carentes e para escolas, que utilizam os produtos nas refeições dos alunos. “E você precisa ver como eles ficam empolgados em comer o tomatinho que viram crescer no terreno ao lado”, ressalta.

As hortas das Corujas e a Vitória Régia são apenas duas iniciativas dentro de várias que já existem no Brasil. Deixar as cidades mais verdes e facilitar o acesso a alimentos frescos e saudáveis são propostas para uma vida melhor. E introduzir os filhos em pequenos gestos como este é investir na saúde e, claro, em um mundo melhor.

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